Jotinhas

Jotinhas, invariavelmente insatisfeitos com a profissão que têm, com a remuneração do seu trabalho e/ou frustrados do curso (de terceira linha) que tiraram, se é que alguns o chegaram a tirar. A política é reveladora de Portas irrevogavelmente escancaradas para chegar ao pote, mesmo que, irrevogavelmente, sempre o neguem, na flor da sua juventude, poder vir a fazer carreira política no futuro. 
Louve-se Passos, esse brilhante aluno da Universidade Lusíada com um curso de licenciatura finalizado aos 36 anos, que não se fez rogado, logo desde tão tenra idade dedicado moço nas lides partidárias. Ou a latente inocência de Sócrates e Relvas, ainda rapazolas, que eventualmente terão frequentado a Universidade de Verão, a qual, sem saberem ao que iam, os brindou com um canudo para a eternidade. O pote por aí continua, bem como a ingenuidade que os jotinhas tentam transparecer enquanto procedem ao seu devido assalto! Enfim, a política de assalto ao pote (dos jotas) e a dos comuns mortais - qual zona de contraste!

PS: As juventudes partidárias devem de existir numa lógica de novas ideias, contributos alternativos aos partidos que representam, etc. Mas, infelizmente, o que vimos assistindo é a uma espécie de elevador social político para conseguirem o que o complicado labirinto da vida não lhes concedeu.

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