Carta 'fechada' aos abutres da nossa região...
Esbracejo na tentativa de ficar à tona,
Mas vejo-me com peso a mais.
Por ora, o fundo é a minha casa, A podridão, à superfície, o meu telhado.
Por aqui tudo é escuro, Os podres lá em cima fazem sombra.
É difícil, mas eu consigo vê-los, E consigo falar deles, E deles continuarei a falar.
Acorrentado na corrente, Tateio o fundo que me resta, À procura de apoio para emergir.
Um dia será aquele dia, Uma perpetuidade para viver, Não para ser abutre, Chegam-me os que vejo daqui.
Por ora, o fundo é a minha casa, A podridão, à superfície, o meu telhado.
Por aqui tudo é escuro, Os podres lá em cima fazem sombra.
É difícil, mas eu consigo vê-los, E consigo falar deles, E deles continuarei a falar.
Acorrentado na corrente, Tateio o fundo que me resta, À procura de apoio para emergir.
Um dia será aquele dia, Uma perpetuidade para viver, Não para ser abutre, Chegam-me os que vejo daqui.